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Porfirio J. Neves

Começo este assunto com uma questão: -“As leis naturais são imutáveis”? Quero dizer, as leis naturais são passíveis de modificações? Esta lei, por exemplo: “nada se perde, nada se cria, tudo se transforma” esta lei é mutável?
O caráter da pergunta, evidentemente, não é criar uma contraposição, e ainda mais contra quem, contra a Natureza! O objetivo da pergunta é justamente criar uma contraposição no modo que nós vemos e analisamos estas leis naturais. Isso mesmo, a lei não se modifica, mas nós nos modificamos.

Contrários à Natureza foram os primitivos habitantes desta nossa geração que adotaram o Conhecimento Artificial - arte, religião, filosofia e ciência, justamente por se sentirem insatisfeitos com as leis naturais, que naquela época eram as leis da Astrologia Racional.
A espécie humana, na classe de Animal Racional, abandonou as regras naturais para criar sistemas de acordo com sua própria vontade, porém não pôde como nunca foi possível modificar as leis naturais.

O fato de não nos alimentarmos dos frutos de uma árvore não significa que essa árvore pare de frutificar. Mas até isso, o bicho humano pretendia fazer com sua arrogância, vaidade e presunção, como quem diz: -“o que eu não gosto não precisa existir!” É assim o pensamento de bicho! O mundo e a Natureza têm que ser de acordo com as vontades do bicho – esta qualificação de bicho é pior do que aquela devida ao fato de ter lombriga dentro da barriga. Tem o bicho porque é feito de bichos e tem o bicho por ter idéia de jerico. De um modo geral, até mesmo na lei dos homens, não se busca modificar as leis, porém sempre buscamos fazer uma melhor análise ou compreender melhor o “espírito da lei” para sua aplicação. A lei não se modifica, mas podemos modificar o modo de entender e aplicar as leis.
Nada se perde, nada se cria, tudo se transforma. É a lei que está em questão de análise e aplicação para o nosso entendimento.

Primeiro, relembrando o velho Latim, havia o verbo “crear” (com e) para diferenciar do verbo “criar” (com i). Criar (com i) significa fazer o trato de uma espécie animal ou vegetal; por exemplo: criar porcos, criar galinhas, criar plantas. Criar também significa a criatividade da mente humana, transformando idéias e pensamentos em ações ou obras, o que é muito bem aplicado aos criadores de casos; e, por aí vai o significado do verbo criar (com i). O verbo “crear” (com e) se aplicaria exclusivamente no caso de fazer aparecer alguma coisa do nada. Do nada inexistente, fazer alguma coisa passar a existir, como se um feito pudesse existir sem uma causa, ou feito anterior.

Era assim que se propunha uma determinada corrente do pensamento humano querendo instituir que havia um Deus, o ser Supremo, com essa faculdade de fazer surgir do nada, todo este Universo.
Já faz muito tempo que a lógica nos provou que isso não é possível. A lei da Natureza não podia ser ofendida, nem mesmo por Deus; por isso, o verbo “crear” (com e) foi abandonado, mas ficou implícito no termo da lei: nada se cria, querendo significar: “nada se crea”, tudo se transforma! Nada pode ser gerado do “nada inexistente”. Se for o “nada existente”, daí já pode ser gerado alguma coisa, pois é o nada que já existe, mesmo que sejam as aparências. Do nada existente já se podem fazer as aparências. Tudo, mas tudo mesmo, ou qualquer outra coisa que venha a ser criado, será sempre criado por uma transformação, mesmo que o Criador seja o Ser Supremo Universal. Na verdade o criador é um transformador.

Por isso essa corrente falida do pensamento humano foi vencida pela lógica. Tudo sempre existiu e sempre existirá – a forma de existir é que é mutável, sempre obedecendo à lei das transformações. O inconcebível é o não existir.
Muito bom! Parece que me fiz entender. Parece-me que, pelo que eu entendia até bem pouco tempo sobre esta lei da transformação, na qualidade de profissional da área de Química, e avaliando do mesmo modo o entendimento de quem me ouve, o assunto se esgotou.

Já vimos o sentido das transformações no verbo criar e aplicamos este sentido inclusive mesmo ao Criador Supremo e já vimos no verbo “crear” (com e) a negativa que está na lei da transformação.
Consagramos a lógica suprema que nos é apresentada na Gêneses do Racional Superior, no livro Universo em Desencanto, porque para existir este mundo tinha e tem que haver um outro mundo que deu conseqüência a este, assim como para existir o Filho tem que existir o Pai. É assim que provamos que o Mundo Racional existe!
E é assim que começa a narrativa da Gênese Racional.

“Uns tantos Habitantes do Mundo Racional entraram progredindo por conta própria, numa parte de uma Planície”... “E, assim, veio dando conseqüência a tudo isto ou isso que está aí ou aqui, visível e invisível”.

Então, no que mais este assunto pode contribuir? No que mais este modesto interlocutor poderia acrescentar ao entendimento da lei mais famosa e mais importante para a compreensão de tudo que existe?
Bom, lembram do caso da moeda? Uma moeda tem quantos lados? Normalmente, dizemos que a moeda tem dois lados, cara e coroa, verso e reverso, mas sabemos e já provamos que a moeda tem três lados, não se esqueçam do lado lateral da moeda que determina a espessura e serve para girar a moeda. Sempre temos um terceiro lado - verso, reverso e o universo. É assim que converso com verso para versar na vida.
Então, por analogia, esta lei das transformações também deve ter em si um terceiro lado ou terceiro aspecto a ser analisado ou compreendido.

Mais uma vez, revisando: um lado de análise é o aspecto da negativa do verbo crear (com e) que se encerra nesta lei – nada se “crea”; outro aspecto é que o verbo criar (com i) se aplica mesmo ao Supremo Criador do Universo, ou seja, tem que haver algo anterior para se criar algo novo, consagrando que criar é sempre sinônimo de transformar. A “cara e a coroa”, o “verso” e o “reverso” da lei da transformação. E onde está o “universo”?

E qual pode ser este “universo”, se é que temos a considerar um terceiro lado ou terceiro aspecto de análise?
Lembram da narrativa do Racional Superior, uns tantos Habitantes progredindo por conta própria?
Progredindo por conta própria significa “o verso”, o lado da criação que é a transformação da massa de energia daquela parte da Planície que não estava pronta para entrar em progresso, modificando as formas de vida, que significa o “reverso”; progredindo por conta própria significa modificar as formas das massas de energia que já existiam, o “reverso”.

Porém, mesmo quem ainda não leu Universo em Desencanto, terá que admitir como verdadeiro o seguinte fato: se modelamos o barro com as nossas mãos, não apenas o barro se modela, nossas mãos também serão modeladas ao barro ou pelo barro; é a tal da adequação – ação e reação, causa e efeito. “A vida, para ser bem formada, bem constituída, firme, equilibrada ao bom viver, é preciso que os seres orgânicos e as organizações sejam todas paralelas ou adequadas ao modo de que se constitui a vida; que a vida também é constituída de diversas organizações e de diversos meios do poder da vida”

Logo, vejam que a lei das transformações não pode ser entendida apenas para a transformação das massas de energia, para as transformações do mundo, que se resumem como sendo o princípio da conservação das massas. A lei da transformação deve ser aplicada e será melhor sentida no aspecto da transformação da vida, o “universo” deixando para um segundo plano a transformação das massas, “verso” e “reverso”.
Deixando bem claro que a transformação da vida, o “universo” em desencanto, é na verdade uma modelação ou adequação às formas que se manifestam pela transformação. A vida não se perde, não se cria, a vida se transforma, ou melhor, a vida se adéqua ás formas que se transformam, assim como as mãos se modelam ou modelam o barro.

As massas se transformam porque a vida está em constante transformação ou, melhor dizendo, a vida está em constante modelação, progredindo por conta própria. A vida, no sentido de energia pura, ou virtudes que são vidas, não se transforma, mas modela-se, adéqua-se à transformação da massa, assim como as mãos são modeladas ou adequadas ao transformar o barro. As mãos não se transformam, as mãos modelam-se ou adequam-se para modificar o barro. Aí está o conceito de “universo”

Aí está o terceiro aspecto da lei da transformação e que é muito repetido ao lermos o livro Universo em Desencanto.
Quando o Racional Superior, insistentemente, repete: “nada se cria, na se perde, tudo se transforma”, veja que são três termos, não se preocupe com a transformação das massas, veja o sentido de que é a vida que não se perde, querendo dizer: a quantidade de vibração universal que tocou aquela parte que não estava pronta para entrar em progresso, essa vibração ou virtudes ou vida eterna, como queiram, não foi perdida foi se adequando à transformação das massas ou dos corpos, foi sendo disseminada em novas formas de vida.

Virtudes inicialmente reunidas em um foco de luz ou Energia Racional que foi modelando a Planície assim como as mãos modelam o barro, passando a sua vibração para a formação das duas energias elétrica e magnética que por sua vez passam a vibrar para a formação, geração e criação dos seres deste segundo mundo elétrico e magnético de origem Racional.

Conforme a nossa questão inicial, as leis naturais são imutáveis. Trata-se do Contencioso Universal que resume em si as leis universais, julgado e transitado pelo Tribunal Racional. E, por isso, quem nasce tem de morrer. Tudo que tem princípio tem fim. E, por isso tudo se transforma, nada se perde, todos voltam ao seu estado inicial de vibração Racional.
Comprenda, se sinta em casa, mas na sua verdadeira Casa Racional, lendo e relendo o livro Universo em Desencanto, a grande maravilha universal feita para conduzir o entendimento de todos ao seu estado original de puros limpos e perfeitos, habitantes do Mundo Racional, desencantando, todos, desses dois lados da moeda, do elétrico e do magnético, e unindo todos ao Racional, ao “universo” em desencanto.

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